17/10/2017

VI Cartas a Sofia

Querida Sofia,

Os dias sabem a canja, bolo de cenoura e conversas à média luz na cave da parada.
As palavras são cozidas em lume brando, sem pressas e mexendo periodicamente para não queimar.
Os sonhos são servidos, a surpresa dos mecanismos mundanos surgem à mesa e desejamos desfiá-los, desmontar os paradigmas que não nos servem.
E quando a sede vier, um chá servido a preceito ou uma limonada adocicada com lima.
Haverá refeição mais bonita que esta de degustar a amizade partilhada, este carinho doce que acaba com a fome das saudades.

Que venham mais noites eternas para transformar o tempo... Obrigada.

EXPLICAÇÃO DA ETERNIDADE de José Luís Peixoto

"devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim."

E a música que parece eterna quando no final da aula de Yoga Suspenso relaxo e o tempo dilata: Ong Namo - Snatam Kaur

-

13/10/2017

Festival de Teatro Oriente-se!

Amanhã (14.10.2017) há mais um espetáculo do Festival Oriente-se!

O Mais Longo Verão
Teatro Vitrine - Fafe
Auditório Fernando Pessa
Preço: 3€

(A fotografia em cima é do espetáculo El Rei Seleuco - Juventude Unida de Mosteiró)
Para verem todas as fotografias do Festival em Lucie Lu Photography

26/09/2017

E se eu morresse amanhã?

E se eu morresse amanhã?
Ficarias alegre ou triste?
Dirias que tenho aproveitado a vida?
O que me teria ficado por dizer?

E se eu morresse amanhã?
Morreria alegre?
Terei aproveitado a vida?
O que teria ficado por dizer?

LucieLu, quem és tu?

11/09/2017

V Cartas a Sofia

Deixo-te as palavras do estimado Álvaro de Campos, d'O Poema em Linha Reta.

Porque sinto empatia por essa auto sabotagem. Por este julgar-nos dormentes quando estes pensamentos nos assolam precisamente porque não conseguimos dormir...

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irresponsavelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infama da vileza."

E para ti,

-

02/09/2017

Carta aberta à blogosfera

Lisboa, 2 de setembro de 2017

Querida blogosfera,

Não sei porque apaixono diariamente por blogues. Talvez seja por a vida editada e partilhada ser tão bonita. Talvez seja movida pelo sonho que um dia vou descobrir e partilhar as coisas bonitas da minha vida. Talvez seja por intuir que há por aí muito boa gente a escrever bonito à espera que eu a descubra.

Compreendo que desde que ingressei no mundo dos blogues, algures em 2005, muita coisa já mudou. Os blogues profissionalizaram-se. Mas no final do dia, para mim, o que "ganha" é blogue simples, sem muitos rococós e cheio de histórias interessantes para ler (e sem pontapés na ortografia!)

Ainda assim acredito que o simples dá muito trabalho. Que o mundo dos blogues está cheio de pessoas interessantes para conhecer. E que o networking entre bloggers põe a descoberto o nosso potencial, e é tão incrível ver o que é possível fazer quando pessoas do mesmo comprimento de onda se juntam e fazem acontecer.

Desculpa se por vezes sou apenas um visitante, quando até tenho algum comentário a fazer. Desculpa por às vezes me fartar, e marcar tudo como lido, mas há dias em que parece mais do mesmo. Desculpa se muitas vezes deixo os posts a marinar tempos infinitos na minha cabeça, tanto que deixam de fazer sentido. Desculpa se te troco as voltas e de hoje para amanhã mudo o nome do blogue... Mas eu própria sou mudança...

Obrigada por me mostrares que o mundo não é só aquilo que vejo e interpreto. Contigo descobri novas formas de existir, de pensar. Obrigada por tudo o que me ensinas todos os dias. Obrigada por me tricotares à vida de outros bloggers de uma forma tão única e especial. A sério, obrigada de coração.

Blogosfera, não morras nunca.

Gosto muito de ti,
Um beijinho,
Lucie Lu



01/09/2017

Red Nose

Não tenho memórias de circos, palhaços na arena. O mais perto da infância que tenho é um Batatoon & Companhia na televisão. Os narizes de palhaço entram tarde na minha vida. A paixão pel'O Nariz Vermelho chega pelos olhos do Pedro com o Red Nose. Pergunto-me se continuará a andar com o nariz de palhaço na mala. E longe de casa, quando estava a fazer Erasmus na Bélgica, chega-me o 1º nariz de palhaço oferecido pelo Pedro e as minhas fotografias de turista/residente não puderam ficar indiferentes:

Fotografias: Cláudia Costa - 2008

E o nariz passa a fazer sentido para mim. É inesperado e faz rir.
Durante o estágio de Pré-Escolar até me vesti de palhaço. E fiz o básico, disparates atrás de disparates, um pouco de malabarismo e os risos apareciam e dobravam-se... e os olhares felizes instalavam-se... e brincava-se... e eu já não era eu... ou era ainda mais eu?
E os narizes a permanecerem na minha vida... A Adriana lembra-se de narizes vermelhos e lembra-se de mim. Ofereceu-me o livro da Operação Nariz Vermelho: Tudo na Ponta do Nariz e 2 narizes de palhaço. E foi então que fui buscar os que já tinha para tirar uma fotografia a agradecer. Percebi que os narizes formam já uma pequena coleção. E que apesar de serem poucos guardam muitas histórias e sorrisos.
E o último encontro com estes pontos vermelhos aconteceu no ano passado, pelas mãos do Rodrigo e do Ricardo. Apresentaram exercícios de clown: exigentes, difíceis e desconfortáveis, mas foi um espaço tão bom para poder expressar aquilo que há cá dentro. E o confronto com o fracasso do palhaço! Como procurar o sucesso? Desistir? Recriar? Explorar o desconforto?
Senti-me protegida pelo pequeno ponto vermelho mas não construi a coragem que queria. A minha palhaça é envergonhada e cheia de medos... E às vezes esquece-se de respirar!
:o)

18/08/2017

A melhor mochila de viagem

Quando vi esta maravilha não quis acreditar que alguém tinha resolvido "todos" os problemas de uma mochila de viagem. É incrível a forma inteligente como foi criada e a energia por detrás da Cotopaxi, uma empresa com coração. "We create innovative outdoor products and experiences that fund sustainable poverty alleviation, move people to do good, and inspire adventure.". Conheci a Cotopaxi através de um blogue que gosto muito de visitar pois fala sobre viagens as exteriores e interiores. Adoro!
Sei que pode ser apenas marketing muito bem feito, mas quero acreditar que é mesmo porque acreditam que os seus produtos são feitos para durar! Acho que me vai poupar imenso tempo em viagem. Sabem quando querem algo que está no fundo da mochila e têm que tirar tudo? Vai deixar de acontecer. Precisam de levar computador? Há um lugar específico para isso. E o detalhe do acessório para a garrafa de água - é amoroso. Nunca pensei usar esse adjetivo para descrever uma mochila mas é verdade. Estou completamente apaixonada por esta mochila incrível e mal posso esperar que chegue - em princípio em setembro. Escolhi a outra cor disponível, um preto com detalhes em azul, super discreto mas bonito. Para além de tudo isso é do tamanho exato para bagagem de mão no avião! Perfeito! Quem quer uma?

Venham mil e uma viagens para os próximos 61 anos! Acho que vamos ser muito felizes juntas! 

14/08/2017

Captain Fantastic

Viggo Mortensen e Annalise Basso em Captain Fantastic. (Fotografia de Wilson Webb)

Quando ontem senti a energia com que falavam do filme Captain Fantastic foi impossível ficar indiferente. Portanto hoje à tarde dediquei-me ao filme. E que filme! Entrou para os filmes preferidos. Como não?
Fotografia muito boa e uma história que cativa, nos envolve. O meu coração riu, sofreu, chorou... Um filme que já apetece rever para absorver alguma coisa que me possa ter passado. Para me demorar um pouco mais. E para confirmar uma vez mais o que já sabia: que o segredo está sempre no equilíbrio.
"Harper: Ben, you sound so ridiculous.
Ben: Is knowing how to set a broken bone or how to treat a severe burn ridiculous? Knowing how to navigate by the stars in total darkness, that's ridiculous? How to identify edible plants, how to make clothes from animal skins, how to survive in the forest with nothing but a knife? That's ridiculous to you?"
Obrigada Joana!

*p.s - Fazes um post com filmes imperdíveis para incultas como eu?

08/08/2017

Avelar

Obrigada meninas! Foi um excelente fim-de-semana. Repetimos em breve?

07/08/2017

Emoções fora da pele

Não consigo ver este vídeo sem atropelar as lágrimas que caem copiosamente com gargalhadas. Já vi este vídeo dezenas de vezes mas emociono-me sempre.
É tão bonito...

03/08/2017

the love of your life walked past

Quanta ironia. Li esta mensagem na rua hoje de manhã...

30/07/2017

Todos os problemas sabem a atum

O título parece um pouco absurdo mas era o que o sobrinho cantava ontem ao final da noite. Mão na sobrancelha em continência uma pequena marcha e: "Todos os problemas sabem a atum! Todos os problemas sabem a atum!" Deve ser uma interpretação de uma qualquer música do canal Panda.
Depois desta afirmação que me foi apresentada, é curioso pensar se todos os problemas soubessem a atum. Vinha o problema já o sabor se adivinhava na boca... Será que os mais problemáticos sofreriam com o excesso de mercúrio? 

Se fosse possível escolher, a que saberiam os problemas?

Esta música arrancou-me gargalhadas infinitas. Estás tão bonito meu amor pequenino-mas-já-tão-grande. A que saberá este amor?

27/07/2017

Lucie Lu Photography

 LucieLu Photography
I shoot people!

21/07/2017

Modista

Coso a minha vida numa máquina de costura.
As coisas mais doces são cosidas à mão.
O que ninguém sabe é que uso o coração alinhavado.

19/07/2017

IV Cartas a Sofia

Doce Sofia,

Pergunto-me se já acabaram os exames. Se agosto te trará o tempo de volta e a distância reduzida.
Se já começaste a escrever o teu livro. Se as palavras que trazes ao peito te subirão à ponta dos dedos...

O poema de hoje Brinquedo, de Miguel Torga:

Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe

O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.

Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.

E a música da minha adolescência, dos dias em que já não usava bibe.

20 000 Seconds de K's Choice.

Beijinhos,
LucieLu

-

14/07/2017

Como se não existisse nada

Partilhei no Instagram esta fotografia da estação da Bela Vista acompanhada com estas palavras:

"Querubim Lapa quantos passarão por ti sem te (re)conhecerem?
Saberão que moras também no hotel Ritz em Lisboa ou na tão adorada António Arroio?
.
Se a arte não é vista existe na mesma?"
Desta partilha surgiu uma sugestão nos comentários, que visse o Como se não existisse nada de Sibila Lind. Fica o trailer para provocar a curiosidade...
E o filme completo aqui para quem quiser ver. Uma história de amor, um artista que se encontra connosco em tantos lugares. (É o artista com mais obras em espaços públicos do país e nenhuma cidade tem tantas como a capital.)

10/07/2017

Um dia...

Gostava de poder congelar o mundo! Posso?

07/07/2017

Como manter a consistência num blogue


Como devem calcular, não faço ideia..
(Este blogue é tudo menos consistente. Ou melhor este blogue é pouco, e pouco consistente.)

Mas é esse o segredo não é? Ser consistente...

Escrever, fotografar... nos dias sim, nos dias não.
Registar a vida bonita, esconder a desarrumada.
Sorrir quando não apetece, chorar só se for de alegria.

Mostrar o falhanço para mostrar que também somos humanos, mas editar sempre.
Mostrar conteúdo de qualidade. Investir, mais do que dinheiro, atenção a este pedaço de espaço virtual que reclamamos como nosso.

Já tive demasiados blogues, e sigo demasiados blogues... Daí talvez o sem rumo que este LucieLu também tem. E eu sinto-me desarrumada e com falta de vontade de fazer check in na realidade. Será vantajoso desarrumar o mundo virtual também. Fazer planos, to do lists que não consigo cumprir. Quero ser diferente e melhor do que fui ontem... Procurar feedback, saber onde estou no mundo...

Tenho no interior de mim um novelo de emoções difíceis de arrumar.... Ao menos isso é consistente ao longo da vida. Conta?

29/06/2017

III Cartas a Sofia

Querida Sofia,

Será que o nosso encontro está para breve ou vamos ter que esperar até à próxima feira do livro?
Espero que não que a vida se tricote de outra maneira, que o mundo gire na direção certa desta amizade e que os encontros se proporcionem na cadência apropriada a quem se quer bem. Diz o povo que quem se quer bem sempre se encontra. Partilho contigo um poema que já escrevi numa parede lá para os lados do sítio que nos juntou...

De Sophia de Mello Breyner Andresen, em “Obra Poética”

Terror de Te Amar

Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo

Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa.

Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti eu criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.

A música Feel to Believe - Beth Orton para embalar o final da semana.

Beijinhos,
LucieLu

-

27/06/2017

De costas para o mundo...

...mas de peito aberto para o interior, nesta cirurgia delicada que é analisar o que sinto. Coser com cuidado estas lágrimas que se exprimem de uma forma que eu nunca serei capaz de verbalizar. Nesta viagem à beira-mar, as palavras tendem a não sair, a não se organizar, às vezes oiço-me e sim apetece virar costas ao mundo, olhar o mar e ficar ali apenas a existir sem preocupações.
Tenho dificuldade em olhar-me, em ver-me. A tendência não é ser generosa comigo. Sou como uma lupa que põe em evidência o que não me orgulho, as escolhas, os fracassos e disparates. Como se isso me definisse, como se existir na perfeição que se almeja definisse alguém ou até fosse possível existir imaculadamente sem falhar.

Porque é tão difícil para mim?

16/06/2017

Plataforma


Cheguei à estação de metro do trabalho. Ainda tenho tempo.
Deixo-me ficar na plataforma, está fresco e, num dia como o de hoje, isso é uma benção.
Aqui fico, inerte, invisível... Todos seguem seus caminhos, decididos, orientados. Seguem a vida como se de um diagrama do metro se tratasse. Os comboios a apanhar são normalmente​ por esta ordem, estudo, carreira, namoro, casamento, família... Se por qualquer motivo não é assim, achamos que há algo de errado, não com o mundo, mas connosco. E vem uma verdade apetecível.
 "Para sua segurança não entre nem saia do comboio após o aviso sonoro de portas."
O melhor é não entrar não vá ter dado o aviso e estar distraída. Não vá o comboio andar e não me levar ao destino pretendido. E se ainda assim, ousar fazer uma viagem todo o cuidado é pouco. E se este comboio for contra aquilo que construí? E se este comboio não me traz o que preciso? E se este comboio for ainda melhor do que idealizei... Como discernir? Como prever? Como viver?

"Proteja os seus bens. Tenha atenção à entrada e saída do comboio​."

Tenho que ir trabalhar... Não vá esta crise de meia idade durar a tarde toda.

14/06/2017

II Cartas a Sofia

(resposta à carta da Sofia)

Lembro-me do domingo de dilúvio, não tinha festa há mais de vinte anos. O meu interior flamejava. Queria ajuda, sou ótima a boicotar as minhas escolhas. É mesmo como dizes: "Fome e sede." E eu sem saber o que fazer. O que escolher. Por quê escolher?

O poema que te trago foi o primeiro que conheci de Daniel Faria
em Homens Que São Como Lugares Mal Situados (1998)

As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo,
As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
Ao peso dos pássaros que se abrigam.

É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
Transformam-se em escadas

Muitas mulheres transformam-se em paisagens
Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem
Cheias de rebentos

As mulheres aspiram para dentro
E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
Elas arrumam a casa
Elas põem a mesa
Ao redor do coração.

A música que partilho é esta:
Blossom Dearie -- Try Your Wings
Eu que me recuso a usar estas asas...

Beijinhos,
LucieLu

-

09/06/2017

9 de junho de 2017

O início de uma nova era.

06/06/2017

I Cartas a Sofia

Querida Sofia,

Partilhaste no outro dia no teu instagram esta imagem:

E lancei-te um desafio: um poema e uma música por semana. Uma partilha, uma carta, para manter ativas partes do cérebro e do coração. Começo com um dos meus poemas preferidos.

Ternura 
Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada…
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio…
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo…
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!

David Mourão-Ferreira

E a tua música está aqui: Little Joy - Brand New Start

Beijinhos,
LucieLu


01/06/2017

1 SECOND EVERYDAY - Maio 2017


Destaques:
- Sessão com uma família bonita;
- Charlie dentro e fora da barriga;
- Encontro de Bloggers;
- Aniversário da Marina;
- Dois espetáculos este mês;
- Um brunch com as amigas.

Tantas memórias! Maio trataste-me bem!

*dia 15 de maio... esqueci-me!

1SE - 1 SECOND EVERYDAY
Android App on Google Play: http://bit.ly/1SEGooglePlay
iOS App available on the App Store: http://bit.ly/WyaMIB

30/05/2017

Um brinde à amizade

Um jantar com amigos, as compras, a espera, as conversas divididas entre a cozinha e a sala. As gargalhadas espalhadas por toda a casa e as histórias contadas pelo vinho e pela comida. Memórias construídas nos abraços e sorrisos. Noites onde se volta mas que nunca se repetem. Os jantares com amigos são sempre especiais mesmo que se repitam centenas de vezes num ano.
Um brinde à amizade!
Galeria completa em LucieLu Photography

28/05/2017

Sardinha - Festas de Lisboa 2017

Esta foi a minha contribuição no Concurso de Sardinhas 2017, promovido pela EGEAC.
Não sou designer nem domino os instrumentos de criação e edição de imagem, mas gostava muito de ter formação nessa área! Ainda assim diverti-me muito a criar esta sardinha com sardinhas fora da lata, com grande lata, a lutarem contra a corrente.

O programa das Festas de Lisboa já está disponível. O difícil é escolher o que se quer fazer!

As sardinhas vencedoras podem ser vistas aqui.

24/05/2017

Ventania no coração

Cabelos ao vento.
Alma espalhada pelo mundo.
Poeira de existir até à ponta dos cabelos.

Sei que por vezes tenho ideias loucas como tirar fotografias à toa num carro em andamento. Que os cabelos desarrumados ora arrumam as ideias, ora as ideias fazem nós de tanto esvoaçar. Sorrio à vida. Sorrio à minha vida. Na certeza que o caminho se faz caminhando, por caminhos e atalhos, mas nunca parada.
Perco-me no tempo, perco tempo, dilato o tempo. E temo não o aproveitar. Vivi demasiados anos presa à imagem do que achava ser, com medo de cabelo despenteado e medo de errar. Mas uma pessoa muito bonita disse-me recentemente:
"Se está preocupada em ser quem não é, corre o risco de não ser quem é."
E há tanta verdade nestas palavras. Mas qual é a minha verdade?
A Rita escrevia hoje que A vida não é um Quiz, mas eu sinto-a muitas vezes assim. Quando eu tiver as respostas todas aí sim, vou conseguir. Quando eu souber y vou alcançar x. No dia em que eu conseguir fazer qualquer coisa vou descobrir A resposta.
Ainda assim, neste processo de construção vou descobrindo que o mais importante é o processo, é o caminho, é a vida vivida e construída. Não é a vida que crio na cabeça onde falhar está sempre em grande plano e o viver fica escondido com medo de aparecer...
É urgente sacudir os cabelos e, como alguém me diz ao coração, circular e pôr-me a jeito. A vida só acontece a quem não tem medo de aparecer.
Serei capaz?

18/05/2017

52 coisas que aprendi sobre viagens

(completamente aleatório)

1- O destino é importante mas não é tudo. Aproveita o caminho até lá.
2- Descobres coisas sobre o teu país.
3- Uma mochila é melhor que um trolley.
4- Não te esqueças que pode haver alguém que compreende o que dizes...
5- Se estiveres muito cansado ou souberes que vais dormir pouco e tens um avião para apanhar no próximo dia, assegura-te que tens mais que um alarme a tocar.
6- O que conta são as experiências.
7- Se perguntam se queres um saco, pensa bem, o mais provável é não ser gratuito.
8- Somos tão iguais e tão diferentes dos outros povos.
9- Se procuras um souvenir, experimenta as lojas de artesãos locais.
10- A câmara fotográfica pode registar os monumentos mas não te esqueças de registar os viajantes.
11- Para não esquecer, escreve o nome daquela coisa que gostaste de comer, naquele restaurante pequenino, naquela rua fora do centro.
12- Pede dicas a amigos que já conheçam os locais para onde vais, mas não cries muitas expectativas.
13- Os 'piores' momentos geralmente tornam-se nas melhores memórias.
14- Desenhar e escrever são boas maneiras de registar a viagem.
15- Sapatos confortáveis são imprescindíveis.
16- Se o restaurante estiver cheio de locais, deve ser o melhor sítio para comer.
17- Um casaco cheio de coisas nos bolsos, dentro de um casaco cheio de coisas nos bolsos que está dentro de outro casaco cheio de coisas nos bolsos, arranca sorrisos ao senhor que fiscaliza o raio-x.
18- O CouchSurfing é uma excelente forma de conhecer pessoas e fazer coisas diferentes (bonus: free bed).
19- Ter um mini saco-cama dá muito jeito.
20- Se puderes caminha.
21- O protetor solar, um chapéu/gorro e uns óculos de sol são sempre algo a considerar pôr na mochila independentemente do clima.
22- Amigo não empata amigo. Viajar em grupo pode ser 'perigoso' se não estiveres no mesmo comprimento de onda.
23- Tem o número de telefone da pessoa onde vais ficar.
24- A comida portuguesa é das melhores do mundo.
25- Há mapas e mapas.
26- O pequeno-almoço do hotel pode ser bem adaptado (e escondido) para o almoço.
27- Melhor aproveitar duas experiências interessantes do que riscar 10 itens da lista de monumentos a ver.
28- Menos é mais. [Travel Light]
29- Viajar sozinho não é um problema.
30- Não te esqueças da garrafa de água. [Leva também umas bolachas!]
31- Escolher fotografar um local apenas a preto e branco, conduz o teu olhar para coisas não óbvias.
32- Os aviões da RyanAir são feios por dentro.
33- Se estás a fazer escala toma alguma atenção aos avisos/painéis.
34- Um bom casaco faz milagres.
35- Anywhere Travel Guide é o melhor guia de sempre, independentemente da cidade onde estás.
36- O sorriso é a linguagem universal.
37- A ausência de expectativas torna os lugares mais bonitos.
38- O Smartphone ajuda a poupar dinheiro. Usa o Skype, através da Wi-Fi gratuita (do aeroporto, do hostel, do restaurante...), liga para casa a custo zero.
39- Não ir à casa de banho, nos aviões, nos momentos anteriores ao serviço de refeições.
40- Independentemente do destino, aprendem-se sempre coisas novas sobre tudo e mais alguma coisa.
41- Os mercados são bons sítios para observar os locais nas suas rotinas diárias.
42- Vê os horários dos monumentos. Tenta confirmar se estão mesmo abertos ou se estão em remodelações.
43- As coisas interessantes ocorrem fora da zona de conforto turística.
44- Olha para cima.
45- Há países em que utilizar a casa de banho se paga.
46- Não esquecer dos carregadores (telemóvel e máquina fotográfica).
47- As FreeWalkTours geralmente mostram lugares inusitados e histórias da cultura popular.
48- Se tiveres mais tempo que dinheiro o autocarro pode ser uma boa opção de viagens entre países.
49- Planear ajuda a que tudo corra bem, mas sentir o momento sabe ainda melhor.
50- Quando estás indeciso sobre o que comer numa loja pergunta a quem está a atender qual é sua a coisa favorita, se gostares dos ingredientes que leva e se estiver dentro do orçamento- Arrisca!
51- Aprende a dizer Obrigada na língua do país onde estás.
52- Viajar é mesmo a única coisa que compras que te torna mais rico.

16/05/2017

I care. Do you care? Shoul I care?

Há três meses escrevia sobre os novos desafios num novo trabalho... Uma ida ao Porto e dois trabalhos depois... tenho dificuldade em encontrar o equilíbrio de quem se quer sentir integrada e ao mesmo tempo lhe é difícil encaixar em todos os mecanismos estabelecidos.
Cada vez mais chego à conclusão que desejo e trabalho para controlar as coisas, mas há qualquer coisa dentro de mim que rejeita isso, que se demite, que quer ser vulnerável, imprevisível, fora da norma. Oscilo entre tirana e anarca de mim própria. Analiso à exaustão o que faço, o que não fiz e o que deveria fazer. Perco demasiado tempo a pensar naquilo que os outros lêem em mim... Boicoto-me tantas vezes! Como parar o processo?
Eu só queria ser mais aventureira! Sair! Fugir! Não ter medo de arriscar, não ter medo de me partir.
Quero a serenidade de um fim-de-semana no Porto, sem planos traçados, só estar e ver o que apetece... Haverá receita para ser livre de mim?

(Aurora quando é a próxima viagem?)

12/05/2017

Marina

Olho-te com estes braços que te envolvem. Abraço-te com estes olhos que adormeço. Sei de cor o caminho para este amor que construímos. Sorrio-te com a barriga de quem sabe o que é sentir borboletas na boca. Escuto-te com o cabelo como quem faz tranças com as palavras para ouvir melhor. Caminho-te sempre que me deixares dar-te as mãos.

Feliz ano novo meu amor. Sabes que todos os dias sou grata pelas nossas vidas se terem tricotado de uma maneira tão bonita. As palavras são insuficientes para ilustrar a pessoa bonita que és e a capacidade que tens de transformar o mundo à tua volta.

Não te comprei nenhum presente, não te fiz nenhuma surpresa, mas tenho tempo para ti! Sempre! E se o tempo não chegar partirei todos os relógios do mundo para isso mudar.

Dei-te os parabéns à meia-noite e três, num carro, à chuva. Tu a levares-me a casa, nós a virmos do teatro, um até já, na promessa de um jantar em tua casa... Haverá retrato mais fiel da dinâmica que é existirmos na vida uma da outra? 

A certeza que a vida me deu a melhor amiga que alguém poderia ter e sinto-me muito grata por continuarmos a envelhecer juntas.

#atévelhinhas?

04/05/2017

Poetry Slam Lisboa

Gosto de ouvir os poetas Sarah Kay e Phil Kaye que interpretam poesia (poderiam ser irmãos, ou um casal, mas são só amigos. Podem ver aqui como tudo começou e de como a história se toca em tantos pontos).
A spoken poetry/poetry slam (poesia interpretada) também existe em Portugal. Tenho que ver se consigo ir aos próximos eventos do PortugalSLAM!, e quem sabe um dia interpretar a poesia que ainda está por escrever neste coração desregulado. Alguém gostava de vir também?
O meu primeiro contato com este tipo de poesia foi com a Sarah Kay (TED Talk)

Mas o meu preferido é este:
When Love Arrives
Este faz-me sentir o amor como ele é. Imperfeito e esquisito. Descompassado. Diferente. Improvável. Estatisticamente improvável. Sem regras. Sereno e agistado. Como imagino que o amor seja. E oiço-o uma e outra vez, quase que o sei de cor. E as palavras atropelam-se... Haverá capacidade para decifrar o que está enterrado há tanto tempo?

02/05/2017

1 second everyday - Abril 2017


Destaques:
- Jantar com a Sara;
- Almoço com a Mariana;
- Almoço de Páscoa com a família;
- Boleia de mota;
- Sessão de fotografias na Gulbenkian;
- Um lanche com a Sofia.

Parece que este mês girou à volta da comida!

*dia 26 de abril não gravei nada, esqueci-me!

1SE - 1 SECOND EVERYDAY
Android App on Google Play: http://bit.ly/1SEGooglePlay
iOS App available on the App Store: http://bit.ly/WyaMIB

29/04/2017

Gulbenkian

Há uma semana fotografava uma família bonita num jardim que adoro. Percebi que já não visitava a Gulbenkian há anos! Como é que isso aconteceu? A exposição do Almada Negreiros ainda lá está e eu queria ver se ainda a apanhava! Oxalá esta memória de Dori não me atraiçoe e me esqueça. Mas voltando às fotografias, o cenário é incrível, a família de cinco espetacular, por isso o resultado só poderia ser imagens cheias de emoção e partilha de afetos. 
Podem ver todas as fotografias da sessão aqui: LucieLu Photography.

Obrigada por me deixarem fotografar-vos assim, ao natural.

27/04/2017

Música & Memórias

Visitei memórias esta semana. Revisitei dedicatórias, fotografias, desenhos e cartas de outros tempos. E aí veio a música, a banda sonora da época, a acompanhar as memórias. Decidi compilar 15 músicas que gostava com ±15 anos. O pior? Ainda sei a letra de quase todas! Não me orgulho de todas as escolhas musicais que pautam a minha existência, mas bem ou mal fizeram, e às vezes ainda fazem, parte da minha vida. É incrível como a música nos consegue fazer viajar no tempo!
Para vosso deleite...

Music & Memories
Aviso: não assumo qualquer dano causado pelo uso desta playlist.

25/04/2017

Imaginação das Cores

No início do mês fui com a Marta, do Viver a Viajar à Imaginação das Cores em Benfica. Conheci a loja com uma amiga que trabalhava na zona de Benfica e há anos que é a minha referência para comprar materiais para os trabalhos manuais.
A Marta só dizia que tinha chegado ao paraíso. Mas que este paraíso tinha um problema: apetece levar tudo e a carteira não acompanha a vontade de criar. Ainda assim esta é a loja que mais frequento para comprar materiais. É a minha loja de referência porque habitualmente é mais barata do que a Ponto das Artes ou a Papelaria Fernandes.
Neste dia aproveitei ainda para fotografar a Marta de forma natural. Estou a criar a LucieLu Fotografia - fotografia documental a preto e branco. Sem interferências da minha parte, só uma conversa boa de pano de fundo e o resto é deixar a vida fluir. 
Podem ver todas as fotografias da sessão aqui: LucieLu Photography.

Obrigada Marta!

20/04/2017

Imagens terapêuticas

Sinto muitas vezes que vivo numa bolha pequena e espessa. Quem olha para dentro da bolha o que vê? Alegria? Independência? ...? 
Um espaço acolhedor que convida a entrar? Ou demasiado fria que nem apetece tocar?
Serei livre? Viverei ou sobreviverei? Sinto que passo muito tempo sozinha e que muitas vezes o que tenho para dizer, quando estou acompanhada, não vai acrescentar valor. Como balançar o falar por tudo e por nada, com o não falar de todo... não vá eu parecer ridícula.

Na cabeça a certeza dos planos idealizados e não realizados, no coração o desejo de viver uma vida mais vivida. Já dizia o Lennon:  Life is what happens to you while you are busy making other plans. 

Tudo se resume à questão: como jogar ao rebenta a bolha sem me magoar ou sentir demasiado exposta?

18/04/2017

O que é a arte?

Seria mais fácil googlar
A arte é (para mim) uma viagem, uma visão, uma experiência às vezes condutora de emoção.
Permite-nos viajar por sítios vividos e por viver, caminhamos para onde queremos ir e onde nunca sonhámos estar. Uns porque são lugares queridos, outros porque nos doem.
É visão do que queríamos viver, experiência de existir.
Arte é viajar ao nosso interior, desarrumar o mundo, e continuar a respirar para continuar a fazer a arte mais difícil de explicar: viver.

04/04/2017

1 Second Everyday - Março 2017


Destaques:
- Descobri a esplanada dos pastéis de Belém;
- Encontro BloggersCamp;
- Visitei o Bacalhôa Buddha Eden;
- Fim-de-semana no Porto;

*dia 28 de março não gravei nada, esqueci-me!

1SE - 1 SECOND EVERYDAY
Android App on Google Play: http://bit.ly/1SEGooglePlay
iOS App available on the App Store: http://bit.ly/WyaMIB

29/03/2017

Porto

O meu Porto é sereno, tem dias cinzentos, mas nunca tinha tido tanta chuva como neste fim-de-semana, nem tanto frio… O meu Porto recebe-me sempre devagarinho, com um compasso próprio que apetece acompanhar e aproveitar.
Há um sítio especial que visito sempre no Porto, o Centro Português de Fotografia (CPF), visitei-o a primeira vez quando fui sozinha ao Porto e foi um local que me deslumbrou por completo. Aí decidi que não iria viajar sozinha nunca, senti-me um bocadinho triste por não ter ninguém com quem partilhar tamanho entusiasmo. Entretanto a vida acontece e fui descobrindo as muitas vantagens de viajar sozinha.
O CPF ocupou uma antiga prisão, é sempre gratuito, tem exposições e uma coleção incrível de máquinas fotografias. A visita desta vez foi ainda mais especial, apanhámos o Centro aberto à noite foi incrível sentir o museu quase só para nós e para as nossas parvoíces. 

Um fim-de-semana a repetir. Qual é o próximo destino?

24/03/2017

Sessão boa no Bacalhôa (Buddha Eden)

Perdoem-me o título vulgar mas como não brincar com as palavras quando elas se organizam assim no pensamento. Há um fim-de-semana atrás visitava, pela primeira vez, o Bacalhôa Buddha Eden. Poderia ter ficado encantada pelas estátuas e estatuetas, pela natureza e até pelo vinho (apesar de não gostar). O que fica são as memórias felizes de um dia cheio de sol e uma casa na árvore povoada de sonhos e gargalhadas acompanhada de um baloiço para dar balanço aos sonhadores.
Obrigada!
Lucie Lu © , All Rights Reserved. BLOG DESIGN BY Sadaf F K.